Após ouvir com muita atenção a linda história da Menina da Lanterna, Rosinha agradeceu, mais uma vez, a Fadinha da Paz, que lhe deu tchau e foi embora.

Rosinha fez um afago em Pingo, subiu na bicicleta e os dois passaram o restante da tarde brincando no quintal da sua casa. Rosinha ainda não está podendo receber os amigos em casa, nem os visitar, tão pouco ir à escola.
Ainda bem que tem a sua amiga, a fadinha da Paz, que sempre vem lhe fazer visitas, e vez por outra, lhe conta lindas histórias.
Rosinha também se sente muito feliz na companhia do seu amigo Pingo e adora brincar com ele. E foi o que eles fizeram o resto da tarde. Correram para um lado, correram para o outro; brincaram de se esconder… até que começaram uma brincadeira que eles adoravam – jogar bola! Rosinha jogava a bola e Pingo ia correndo buscá-la, trazia até Rosinha que jogava novamente para, de novo, Pingo ir correndo buscar. Essa era a brincadeira

Foi quando numa dessas jogadas, a bola rolou mais do que devia indo cair num buraco fora do quintal da casa. E Pingo na empolgação, não teve dúvidas, foi correndo atrás dela. Na correria, não viu um buraco à sua frente e caiu. Começou a latir, tadinho, porque não conseguia pular de volta à superfície.
Rosinha veio correndo atrás dele, mas logo percebeu que não ia conseguir tirar Pingo de lá. Tinha que buscar ajuda. E para confortar o amigo, ela disse:
-Calma Pingo! Fica firme aí que vou chamar o meu pai. Ele vai te ajudar.
Correu o mais rápido que pode até a sua casa. E foi logo gritando:
-Papai! Papai!
-O que foi minha filha?
-É o Pingo, papai, ele caiu num buraco e não consigo tirá-lo de lá. E eu acho que ele está com medo.
Dessa vez, foi a vez de Seu Antônio acalmar Rosinha.
-Calma filha! Dará tudo certo! Vamos conseguir tirá-lo de lá. Não se preocupe! Mas em que lugar vocês estavam para ele cair num buraco? – perguntou o pai de Rosinha.
-Estávamos brincando com a bola, eu jogando e ele pegando. Mas, sem querer, joguei muito forte e a bola correu para fora da nossa casa e Pingo foi atrás buscar. Foi quando ele caiu no buraco. Por favor papai, nos ajude!
Seu Antônio imediatamente seguiu Rosinha para o lugar onde estava Pingo preso no buraco.
Quando lá chegaram, seu Antônio viu que precisava de alguma coisa para conseguir tirar o cachorro dali, porque suas mãos não chegavam até Pingo, que, assustado, não parava de latir.
Até que o pai de Rosinha teve uma ideia. E disse para ela:
-Rosinha, querida, vamos pegar a escada, e ver se Pingo vem por ela. Porque só com as mãos não vou conseguir tirá-lo daí.
-Tudo bem papai! Vamos logo! Ele está muito assustado.

Seu Antônio e rosinha seguiram de volta à casa para pegarem a escada, e em seguida vieram o mais rápido que puderam para salvar Pingo daquela situação.
Seu Antônio colocou a escada e Rosinha, com todo o carinho, chamou pelo amigo:
-Vem Pingo! Estou aqui. Vem! Coragem amigo!
Pingo olhou para Rosinha, olhou para a escada, latiu mais algumas vezes e, por fim, subiu pela escada até a superfície.
Rosinha o abraçou muito feliz, e Pingo não parava de lambê-la, abanando o rabo com muita alegria de ter se livrado daquele buraco.
Rosinha, Pingo e Seu Antônio voltaram para casa. E Seu Antônio disse:
-Rosinha, tenha mais cuidado da próxima vez.
-Sim, papai, terei mais cuidado. Muito grata por salvar o meu querido Pingo. Você é o meu herói!
Rosinha abraçou seu papai cheia de gratidão. E Pingo, pulava nele, agradecendo também.
Quando chegaram em casa, Dona Helena, quis saber o que houve, vendo Pingo tão sujo, e Seu Antônio com a escada. Eles explicaram para ela o que aconteceu. Ela entendeu e disse para Rosinha;
-Ainda bem que, no final, deu tudo certo. Vá buscar sua bicicleta e depois vamos dar um banho em Pingo que está muito sujo.

Rosinha foi buscar sua bicicleta que tinha deixado no quintal, lá no lugar aonde a fadinha da Paz tinha lhe contado a história da Menina da Lanterna, perto do balanço. E assim que trouxe a bicicleta, lembrou que não pegaram a bola.
-Mamãe, não pegamos a bola que ficou do lado de fora da nossa casa. Posso ir lá buscar?
-Não filha. Seu pai vai lá pegar – respondeu a mãe. -Vamos logo dar um banho em Pingo que está precisando, antes que ele suje tudo aqui em casa.
As duas pegaram Pingo para dar um banho. E enquanto banhavam Pingo, cantavam:
-Que banhinho, gostosinho, que iremos tomar. É um banho refrescante, bem limpinho vou ficar.
Assim, Pingo ficou bem cheiroso e limpinho. E apesar do susto, tudo acabou bem naquele dia.
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